O Serviço Social da Indústria – Sesi e a Fiemg Regional Vale do Aço apresentaram aos empresários, nessa quarta-feira, a Tecnologia Sesi de Investimento Cultural, que possibilita ao Sesi atuar como proponente de projetos culturais incentivados por renúncia fiscal junto ao Ministério da Cultura, viabilizando o investimento das indústrias mineiras na área de cultura.
De acordo com Thiago Maia , coordenador técnico da gerência de cultura do Sesi, a tecnologia propõe desenvolver, juntamente com a indústria, projetos em harmonia com sua marca , sua identidade e seus objetivos junto ao público de seu interesse, seja ele interno ou externo, utilizando os benefícios fiscais, através de ações culturais, em prol do desenvolvimento da indústria e da comunidade onde está inserida.
“Os investimentos na área cultural seja através de leis de incentivo municipal, estadual e federal têm sido cada vez mais importantes para fortalecer a relação empresa-comunidade. Os benefícios são inúmeros para a empresa incentivadora com foco na melhoria do índice de competitividade, produtividade, e lucratividade garantindo maior qualidade de vida às pessoas, além do exercício de agente de transformação social”, explicou.
Gleison dos Reis, operador de máquinas da Comam Industrial, empresa de auto peças de Sete Lagoas, concilia o trabalho na empresa com a música. “É nítido a melhora nos resultados. De 2.000 peças/dia ele passou a produzir 2.160 peças. Além do aumento da produtividade e consequentemente maior lucratividade, contamos com um funcionário mais satisfeito e motivado que contagia os demais. Acredito que essa parceria é recíproca”, declarou o gestor de qualidade da Comam, Fabiano Henrique Alves.
Para o presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo , muitas empresas têm perfil, recursos e vontade de investir em cultura, mas falta conhecimento. “Nosso intuito nesse encontro é fazer o link entre os empresários e os projetos e através do Sesi que oferece a tecnologia gratuita, contribuir para o desenvolvimento das nossas empresas por meio de uma gestão inovadora e participativa ao incentivar a cultura local ”, expôs.
Lei Rouanet
Aprovada em 1991, a Lei Rouanet é conhecida principalmente por sua política de incentivos fiscais, proporcionando uma aliança entre cultura e negócios.
Nas empresas, a lei é aplicada em parte do Imposto de Renda por meio de ações culturais, a partir da renúncia ou isenção fiscal, ou seja, empresas de lucro real patrocinam projetos culturais aprovados no Ministério da Cultura (MinC) e, em contrapartida, obtêm 100% de abatimento no Imposto de Renda do valor investido, desde que esse valor não supere 4% do imposto devido.
No Brasil 250 a 300 mil empresas estão aptas a incentivar projetos culturais, mas apenas 2% delas investem na lei de incentivo federal.
A agente de responsabilidade social da Fiemg Vale do Aço, Patrícia Barbosa, ressalta que o papel da Regional Vale do Aço é de fomentar as potencialidades culturais e artísticas da região e apoiar as empresas em uma nova forma de se comunicar ampliando a visibilidade de seus valores e reforçando o seu compromisso com a cultura e o bem-estar social.
“Vários municípios oferecem incentivos fiscais para realização de projetos culturais e o estado permite a utilização do ICMS com o mesmo objetivo. O processo de incentivo é simples. A maior parte das providências é tomada pelo responsável pelo projeto. Cabe a empresa apenas o preenchimento da documentação que comprova o patrocínio e a transferência de recursos, enfim, uma tarefa rotineira do departamento financeiro”, destacou.
Mais informações respsocial-va@fiemg.com.br ou 31 3822-1414