Manter as empresas em um mercado global cada vez mais competitivo. Esse é o grande desafio para os empresários de diversos segmentos econômicos do Vale do Aço. Diante dessa nova realidade, a inovação se tornou ferramenta essencial para a sobrevivência das empresas.
“A inovação tem que fazer parte do planejamento estratégico da empresa”, destacou o superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidade do Sistema Fiemg, nessa segunda-feira, 29, durante o Seminário de Desenvolvimento Empresarial do Vale do Aço, realizado pela Fiemg Regional, em Ipatinga.
Para Sérgio Lourenço, inovação nada mais é que o valor agregado ao produto de forma a competir no mercado. “Os empresários têm que ver a inovação como investimento e diferencial dentro de seu segmento”.
No intuito de direcionar os empresários, a Fiemg, através do Núcleo de Mobilização Empresarial para Inovação – MEI, instalado no IEL, busca incentivar as empresas a investirem em produtos, processos e projetos inovadores. “A inovação se aplica em todos os setores e não só nos de base tecnológica. As organizações só têm a ganhar em benefícios e oportunidades”, avaliou.
Segundo Guilherme Leão, gerente de economia e finanças da Fiemg, a inovação está diretamente ligada à competitividade. “O Brasil está entre os países que sustentam a economia mundial e devido à valorização do câmbio e ao otimismo na economia, associado ao novo governo, o momento é de acreditar no nosso potencial”, declarou.
Responsável pela palestra “Cenário cambial e impactos na indústria brasileira”, Guilherme é enfático quanto à desindustrialização que ameaça a competitividade da indústria nacional.
“Estamos sim perdendo força diante do mercado, principalmente da China. Isso se deve às altas taxas de juros vigentes, legislação trabalhista antiga e onerosa, aumentando os custos de produção, além da receita de uma infraestrutura de logística, como estradas portos e aeroportos, que atrapalham o escoamento da produção e encarece ainda mais os produtos. Isso tudo, somado à questão cambial, prejudica sistematicamente as exportações brasileiras”, esclarece.
De acordo com Guilherme, medidas a curto e médio prazo já estão sendo implantadas, como ampliação dos programas de promoção comercial do governo federal, estímulo à internacionalização das empresas nacionais e incentivos tributários e financeiros.
Programa de apoio a melhoria e inovação
Mas como inovar, investir em melhoria nos processos, em um mercado com as margens de lucro cada vez menores? A solução para o questionamento apresentado pelo presidente da Central de Negócios das Indústrias Metalmecânicas e diretor da Arcon Engenharia de Refrigeração, Jorge Vello, é a Amitec (Programa de Apoio à Melhoria e à Inovação). Mantido pelo IEL, Sebrae e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), ele oferece consultoria e desenvolve projetos com subsídios que podem chegar a 100%.
Segundo Joffre Batista de Oliveira, coordenador do RETEC/MG, gerência de competitividade industrial do IEL, para o próximo ano a previsão de verba para o Programa é de 1,5 milhão de reais. “A única preocupação que o empresário vai ter é de se cadastrar, o resto é com a gente”, completou.
Para o presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, o seminário surgiu a partir da demanda dos próprios empresários da indústria diante do cenário econômico atual e de suas necessidades. “Com o apoio dos nossos sindicatos, o Sime, Sindimiva, Sinpava, Sinduscon e Sindivest, trouxemos um evento de alto nível, esclarecedor e que apresentou caminhos para desenvolvermos nossos negócios. Esse foi apenas um de muitos encontros que vamos realizar aqui na região”, antecipou.