Promover a integração dos fiscos, racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes e tornar mais rápida a identificação de ilícitos tributários. Esses são os objetivos do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) que está em fase experimental nas empresas desde outubro de 2010 e vem gerando dúvidas quanto ao seu uso.
Segundo Roberta Lage, coordenadora administrativa da Thermon Indústria Mecânica, localizada em Timóteo, a empresa ainda está em fase de adaptação ao novo sistema de emissão de notas fiscais. “Apesar de nosso sistema de gestão ser todo informatizado, estamos nos adequando ao Sped que é uma obrigatoriedade nas empresas, por isso buscamos sempre mantermos informados a tudo que se refere ao assunto”, declarou.
Administrador de empresas e autor do livro “Big Brother Fiscal, o Brasil na Era do Conhecimento”, Roberto Dias Duarte avalia que o Sped nada mais é que um facilitador que integra departamentos e sistemas visando uma melhor gestão operacional.
“O Sped é um repositor digital de inteligência gerencial, tecnológica, fiscal e contábil que estará em permanente evolução aprimorando a forma como as empresas interagem com os fiscos federal, estaduais e municipais”, destacou, durante videoconferência da palestra “SPED e a Nova Face das Obrigações Acessórias”, realizada pelo Sistema Fiemg na última sexta-feira, 21.
A analista de compras da Faceme Industrial, Janete Ferreira de Oliveira, acredita que o sistema irá padronizar e simplificar os procedimentos. “São inúmeras vantagens, além de reduzir custos, agilizar o acesso às informações e eliminar o consumo de papel, o Sped é fundamental para melhor organização e controle dos serviços”, destacou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário