Cada vez mais empresas do Vale do Aço são inseridas no seleto grupo de fornecedores do bilionário negócio do petróleo. Iniciado há três anos pela Fiemg Regional Vale do Aço, por meio do Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Ipatinga (Sindimiva), o Seminário Petróleo, Gás e Energias Renováveis em mais uma edição buscou consolidar a região como fornecedora para o segmento, através do cadastramento de fornecedores de produtos e serviços da Petrobrás.
Realizado hoje, 28, no teatro Zélia Olguin, o seminário contou com a presença de representantes da estatal que falaram sobre as exigências para fornecer aos projetos da Petrobras tanto na extração de petróleo quanto nas refinarias, entre elas a Gabriel Passos (Regap) em Betim e a Duque de Caxias (Reduc) no Rio de Janeiro.
“A demanda é grande e representa infinitas oportunidades de negócios para vários segmentos produtivos de alimentos a uniformes”, afirmou o diretor executivo da Rede de Negócios Metal Mecânico, Ronaldo Wanderson Soares.
Para Jeferson Bachour, presidente do Sindimiva, a indústria naval superou todas as expectativas. “O navio nada mais é que a soma de aço, solda e tecnologia. Preenchemos todos os requisitos para atender esse mercado, precisamos ficar atentos e promover a sustentabilidade para evitar a desindustrialização”, alertou.
Quem também esteve presente e destacou a questão da desindustrialização foi o vice presidente de Negócios da Usiminas, Sérgio Leite. “A desindustrialização é uma realidade. O Brasil receptou 10 milhões de toneladas de aço produzidas na China, Rússia e Coréia do Sul, temos condições de reverter esse quadro e boas perspectivas de investimentos e crescimento no país com a vinda da Copa de 2014, Olimpíadas em 2016, Pré sal e expansão da malha rodoviária”.
De acordo com Jeferson Bachour, presidente do Sindimiva, a união do setor é fundamental para combater os gargalos referentes à capacitação de mão de obra, preço do aço e guerra fiscal entre os estados.
Responsável por 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, o Vale do Aço, segundo Luciano Araújo, presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, é uma região promissora e tem tudo para ser uma das melhores para se investir.
“Esse evento abre um leque de oportunidades não só para o setor metalmecânico, mas todos os segmentos. O associativismo é essencial para a consolidação e fortalecimento da indústria regional”.
Apesar de uma economia pujante, o desenvolvimento da região esbarra em itens básicos para a indústria como logística, competitividade e sustentabilidade nas empresas.
“Temos muitos desafios pela frente. No setor de logística temos que investir na modernização do aeroporto local, na duplicação da BR 381 e melhor utilização da ferrovia. Em se tratando de competitividade temos que trabalhar na reforma tributária e trabalhista, qualificação profissional e desenvolvimento tecnológico. Já na sustentabilidade, o foco está no equilíbrio ambiental, responsabilidade social, ética, cinturão de fornecedores e diversificação de atividades econômicas”, concluiu.
O coordenador de projetos do Instituto Euvaldo Lodi - IEL, Felipe Faria, também deu sua contribuição durante o III Seminário, apresentando aos empresários o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias – Procompi que consiste na parceria entre a Confederação Nacional da Indústria – CNI e o Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, promovendo o fortalecimento das Micro e Pequenas Indústrias em seu território, por meio do estímulo à priorização e à implementação de ações coletivas.
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